As crianças da Escola Freire Filho, localizada no bairro do São Geraldo , em Arcoverde, vão receber a partir desta terça-feira (14), a II Mostra de Cinema nas Escolas. A ação é realizada pela Associação Cultural ComunicArte, em parceria com o Blog Falando Francamente, a Produções RSA e o Instituto Mãos que Fazem.
Este ano os filmes escolhidos para a mostra estão:
Josué e o Pé de Maxaceira - curta-metragem de animação de Diogo Viegas, que conta história de um menino que troca seu burro por uma “macaxeira mágica”, e é uma adaptação brasileira para o velho conto de João e os feijões mágicos que o levam a um mundo fantástico. “Com diversas mudanças e adaptações, trouxemos para o ambiente nordestino a história de ‘João e o pé de feijão’. Desde pequenas adaptações, como o fato do gigante ser um cangaceiro, até grandes mudanças conceituais, tal como a harpa mágica ser substituída por um trio de forró de barro”, conta Viegas. O Filme já recebeu vários prêmios e foi financiado através de edital da Petrobras.
Era uma Noite de São João - Dona Dorinha, uma viúva idosa cumprindo quarentena no interior do Sertão, relembra da janela de seu sobradinho a sua história de vida através das festas juninas da cidade ao longo dos anos. A direção, roteiro e produção são assinados por Bruna Velden.
Hope - Conta a história de uma tartaruga
recém-nascida que precisa atravessar alguns metros de areia para chegar ao mar
e realizar o seu destino aquático, seguir o seu instinto natural.
Porém, o filhote se encanta com uma fogueira deixada acesa
na praia. A partir daí começam os seus percalços, enfrentando a poluição e os
predadores. A pequena tartaruga nasce com uma das suas nadadeiras menor
que a outra, o que traz dificuldade e o primeiro estranhamento, mas determina o
desenvolvimento do poder da adaptação. Curiosa – um desvio do seu instinto -, a
sua primeira distração/fascinação já a coloca em perigo. O percurso é repleto
de desafios, sejam naturais, os predadores, sejam anomalias, não naturais, que
é a capacidade ilimitada do ser humano em produzir resíduos sólidos e químicos.
Então, como se não bastasse os obstáculos engendrados pela
sobrevivência, o que rende tensão à animação, há a crítica a nossa falta de
consciência ambiental, que faz com que o lixo seja um inimigo tão implacável no
abate dos filhotes de tartaruga quanto as aves, como o gavião.
Equilibrando-se entre o dramático e o cômico, Hope alerta para a destruição silenciosa, contumaz e perversa da vida marítima.
"Este ano a mostra traz mais uma vez um olhar sobre
temas como inclusão, respeito e cuidado ao meio ambiente e traz essa e reflexão
sobre a pandemia e como nós nordestinos nos sentimos ao não poder realizar uma
festa tão tradicional como o São João, por que isso refletiu também nas
crianças, e é uma oportunidade de falar sobre esse tema com elas".;
destacou Amannda Oliveira que assina a produção geral e a curadoria este ano. A
produção executiva do projeto é assinada por Wilson Pessoa e a Associação
Cultural ComunicArte.
A ação é gratuita e tem como objetivo criar novos públicos em uma cidade que não possui cinema.
Informações: ComunicArte
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