A plataforma de vídeos do YouTube foi notificada pela Advocacia-Geral da União (AGU) que pede medidas urgentes da Google sobre a presença de vídeos enganosos envolvendo falsos médicos e tratamentos de saúde.
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| Imagem de Ribhav Agrawal por Pixabay. |
O caso envolve conteúdos criados com o uso de inteligência artificial (IA), mais especificamente na forma de “médicos e outros profissionais de saúde” que são gerados para disseminar informações falsas, promover falsas curas para problemas de saúde e comercializar medicamentos sem comprovação científica.
A notificação da AGU dá duas opções para o serviço, que deve cumprir uma das determinações em até 72 horas depois do recebimento do pedido feito na última sexta-feira (4 de setembro de 2026):
- remover os vídeos que foram listados nos documentos enviados à Google;
- ou ao menos fazer uma “rotulagem e contextualização” nas postagens que expliquem a natureza artificial dos personagens que aparecem em tela.
Além disso, a plataforma deve “avaliar os demais canais e vídeos apontados no relatório” para enquadrá-los ou não em regras sobre desinformação em saúde e conteúdo sintético, além de “adotar medidas para prevenir a disseminação” desse tipo de material.
De acordo com o estudo do Ministério da Saúde, parte dos perfis é direcionada especialmente à população idosa e tenta vender produtos ou ebooks. Essas criações usam avatares de aparência humana com um currículo inexistente e “linguagem alarmista”, que pode afastar pessoas de tratamentos que de fato funcionam em busca de curas alternativas falsas.
Fonte das informações: ESTADÃO

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