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TSE cria força-tarefa multidisciplinar com big techs e segurança para proteger mobilidade dos eleitores e votação neste domingo

Estrutura no tribunal reúne plataformas digitais, monitoramento climático e cooperação com a PRF para assegurar a integridade do pleito e a mobilidade dos eleitores.

Foto divulgação: TSE.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estruturou um esquema especial de operações para responder prontamente a eventuais sobressaltos durante o primeiro turno das eleições, marcado para este domingo. O plano abrange desde o combate preventivo a fake news em uma sala de situação integrada com grandes empresas de tecnologia até o monitoramento contínuo do clima e garantias de tráfego desimpedido nas rodovias de todo o país.

Atuação conjunta com big techs

No combate à desinformação, o tribunal reuniu, em sua sede própria, representantes das principais plataformas digitais: Meta, X, TikTok, Kwai, Telegram, Google e LinkedIn confirmaram parceria e presença na operação para o domingo, 4 de outubro (1º turno). 

O objetivo central é coordenar a identificação e a derrubada imediata de conteúdos inverídicos ou nocivos, impedindo que publicações prejudiciais se espalhem por múltiplas redes antes de uma intervenção. As equipes têm autonomia para agir preventivamente, sem a necessidade de provocação externa prévia.

Cooperação com a PRF para assegurar a mobilidade dos eleitores

Paralelamente, a Justiça Eleitoral monitorará possíveis focos de violência e intercorrências de segurança contra candidatos e eleitores, acionando forças policiais se houver necessidade de intervenção do Estado. O tribunal também manterá um gabinete de crise voltado para fatores meteorológicos, acompanhando o impacto das chuvas na Região Sul e a severa estiagem na Região Norte. Caso fenômenos naturais impeçam o deslocamento da população ou a logística eleitoral, as Forças Armadas e estruturas do Judiciário local poderão atuar conjuntamente.

Para evitar a repetição dos transtornos operacionais ocorridos nas eleições de 2022, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alinhou diretrizes com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Uma portaria conjunta com o Ministério da Justiça estabelece que a fiscalização em estradas federais não pode obstaculizar o ir e vir dos votantes. Qualquer bloqueio pontual nos dias de pleito exigirá comunicação imediata e justificativa ao Tribunal Regional Eleitoral competente, indicando rotas alternativas.

Além da segurança física e logística, a alta cúpula da corte acompanha informes de inteligência relativos à segurança cibernética e a potenciais riscos de interferência estrangeira, embora a avaliação do comando do tribunal seja de estabilidade até o momento. As urnas funcionarão até as 17h (ou até que a última pessoa da fila formada até esse horário vote), e a contagem dos votos começará logo em seguida, sem horário predefinido para a conclusão.

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