Ministério da Educação garante R$ 100 milhões para reconstrução do prédio e anuncia prorrogação de bolsas para pesquisadores afetados.
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| Foto divulgação: prédio da UFPE destruído em incêndio. |
Um incêndio de grandes proporções atingiu o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (DINE) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no campus Recife. O espaço abrigava laboratórios de ponta nas áreas de fármacos, informática, genética e o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica. De acordo com o reitor Alfredo Gomes, a edificação passava por manutenções periódicas e estava em pleno funcionamento no momento do sinistro.
O fogo mobilizou o Corpo de Bombeiros e não deixou feridos, mas provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões com a destruição de insumos e equipamentos de alta tecnologia acumulados ao longo de duas décadas.
A tragédia gerou comoção entre docentes e discentes, que viram anos de dedicação serem consumidos pelas chamas. Mais de 200 estudantes de graduação, iniciação científica, mestrado e doutorado tiveram seus trabalhos interrompidos, a exemplo da pós-doutoranda Jamile Taniele, que perdeu um acervo de cinco anos com amostras do vírus Chikungunya coletadas de mais de 800 pacientes.
O desastre também acendeu o debate sobre o orçamento das instituições federais de ensino e levantou alerta no campus, por se tratar da terceira ocorrência de fogo em instalações da universidade em um curto intervalo de tempo. Para garantir a segurança dos agentes e apurar as causas, a Polícia Federal instaurou inquérito e utiliza tecnologia de ponta, como drones e um robô controlado remotamente para examinar áreas com risco de desabamento ou contaminação.
Diante do cenário devastador, o Governo Federal confirmou apoio financeiro para a recuperação total do complexo científico. Durante vistoria ao local, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou o repasse de cerca de R$ 100 milhões direcionados à aquisição de novos equipamentos e à construção de uma nova estrutura de 7 mil metros quadrados, mais que o dobro do espaço original.
Além da articulação com outros ministérios para repor os investimentos perdidos, o Ministério da Educação e a UFPE garantiram medidas para proteger a trajetória dos pesquisadores, incluindo o suporte psicológico, a possibilidade de intercâmbios acadêmicos e a prorrogação por tempo indeterminado das bolsas de pesquisa via Capes.
- Com informações da FOLHA PE

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