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Do Agreste ao Sertão: PMPE mobiliza 1.852 policiais para reforçar a segurança do interior de Pernambuco durante pleito

Municípios do interior de Pernambuco recebem reforço para a guarda de urnas e patrulhamento; efetivo total na Operação Eleições 2026 ultrapassa 32 mil postos de trabalho em todo o estado.

Foto divulgação / PMPE

Na manhã desta quinta-feira (1º), uma solenidade no Quartel do Derby, no Centro do Recife, marcou o envio de 1.852 policiais militares pela Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) para intensificar o policiamento no interior do estado durante as eleições deste ano.

Do contingente total mobilizado, 1.449 militares serão deslocados para cidades do Agreste, enquanto 403 seguirão para municípios do Sertão. A missão principal da tropa envolve o acompanhamento das urnas eletrônicas, o combate a infrações eleitorais e o atendimento a ocorrências registradas pela população.

O secretário de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE), Alessandro Carvalho, detalhou a atuação inicial das equipes. Ele explicou que o trabalho começa com a escolta dos equipamentos de votação sob responsabilidade do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE).

"Os agentes deverão fazer a segurança de urnas, pois, amanhã, o TRE fará o transporte de urnas para o interior do estado, e, no sábado, os equipamentos serão entregues aos presidentes de cada seção. Então, há a necessidade de fazer a escolta, a guarda da entrega e a segurança do entorno do local de votação", afirmou o secretário.

Ao abordar o critério de distribuição do efetivo pelo estado, Carvalho destacou que regiões com maior concentração urbana demandam atenção reforçada.

"Todas as regiões do estado elas preocupam. Agora, onde há uma densidade populacional maior, também há uma tensão maior. Como vamos fazer diante disso? Prevenção, ostensividade e resposta a qualquer chamado que seja feito de forma imparcial", ressaltou.

Já o comandante-geral da PMPE, Ivanildo Torres, pontuou que a saída das tropas nesta quinta integra uma mobilização ainda mais ampla. Segundo ele, haverá também um ato de lançamento para o efetivo da Zona da Mata, embora os detalhes desse contingente ainda não tenham sido divulgados.

"É a maior operação da PMPE para a eleição. No dia da eleição teremos mais de 13 mil policiais militares nas ruas. Vamos garantir a segurança de 3.364 locais de votação em 184 municípios e em Fernando de Noronha", pontuou o comandante.

Operação Eleições 2026

O envio dos agentes faz parte da Operação Eleições 2026, coordenada pela SDS-PE. O planejamento envolve um investimento suplementar de R$ 5.903.820,00, custeando 32.799 jornadas de trabalho operacionais no período de 1º a 5 de outubro.

Em termos de alocação das vagas de trabalho, a Polícia Militar absorve 29.267 postos, a Polícia Civil (PCPE) conta com 2.800, o Corpo de Bombeiros Militar (CBMPE) tem 308, e a Gerência Geral de Polícia Científica (GGPOC) dispõe de 40. O quadro é complementado por 62 postos na Defesa Civil, 132 na Corregedoria Geral da SDS e 190 em outras áreas do órgão. Somente no dia da votação, 15.066 postos estarão em campo, posicionados a distâncias de 100, 150 ou 200 metros das seções.

O secretário Alessandro Carvalho destacou ainda que a operação se desenvolve de forma articulada com órgãos de inteligência e forças de segurança regionais e federais.

"Só conseguimos um resultado positivo se todas as instituições desempenharem seu papel constitucional e legal, mas de forma integrada. Primeiramente, houve um trabalho interno de bastidores, de articulação com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), de análise de riscos para dimensionamento da quantidade do efetivo. Além da integração com as demais forças amigas, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF)", explicou.

Orientação e denúncias

Para a data da votação, o titular da SDS alertou que condutas rotineiras podem configurar ilegalidade eleitoral e que a PM atuará caso haja convocação por parte de juízes, promotores ou presidentes de mesa.

"O eleitor pode exercer o direito de manifestar a posição política. Pode usar camisa, broche ou adesivo de candidatos. O que não pode é se reunir em grupo; distribuir material, um santinho por exemplo, porque são crimes. Então, estaremos atentos para intervir o mais rápido é possível", orientou.

Por fim, o gestor orientou os cidadãos a colaborar com o trabalho de fiscalização registrando irregularidades com o próprio telefone celular para posterior apuração.

"Cada cidadão possui um celular com câmera. Então, está vendo algum crime ou algo que entenda que não está certo: fotografe ou filme. Isso será usado depois para que se decida, de forma documentada, se aquilo foi irregular ou não. Porque o mais importante é que tenhamos uma eleição justa e tranquila", concluiu.

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